O diretor-presidente da DPC (GBrasil | RJ e SP), Manuel Domingues e Pinho, assumiu, no dia 18 de dezembro, a presidência da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro (CPCI-RJ). Fundada em 1911, a associação sem fins lucrativos foi a primeira do mundo a se estabelecer fora do país português.

DPC NA MÍDIA

À frente da Câmara Portuguesa de Comércio no Rio de Janeiro, Manuel Domingues destaca o bom momento entre os dois países

Confira entrevista com o diretor-presidente da DPC - Domingues e Pinho Contadores, associado GBrasil

O diretor-presidente da DPC - Domingues e Pinho Contadores (GBrasil | RJ e SP), Manuel Domingues e Pinho, assumiu, no dia 18 de dezembro, a presidência da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro (CPCI-RJ). Fundada em 1911, a associação sem fins lucrativos foi a primeira do mundo a se estabelecer fora do país português.

Nascido em Portugal, Pinho se estabeleceu como empresário no Brasil. Em entrevista ao GBrasil, ele ressalta que as relações comerciais entre os dois países “nunca estiveram tão estreitas como atualmente”, havendo uma série de acordos favoráveis às duas nações. Pinho também aborda as principais opções de investimento e afirma que Portugal demonstra atualmente muita força em setores como tecnologia e inovação, construção civil e energia. Em relação às áreas de maior interesse dos investidores portugueses no Brasil, ele elenca energia elétrica, tecnologia, construção civil e petróleo e gás. Por fim, aponta o forte movimento de imigração de brasileiros. Segundo ele, atualmente residem legalmente em Portugal mais de 80 mil brasileiros, o que contribui para estreitar as relações e para a geração de negócios.


Quais são suas metas de gestão à frente da Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro?

A tônica desta gestão é atuar pela renovação da administração da Câmara Portuguesa, trabalhando pelo incremento do intercâmbio das relações entre Brasil e Portugal, principalmente no que tange ao comércio e à indústria. Cada vez mais, queremos tornar possível que o empresariado português se consolide no Brasil e que negócios brasileiros se firmem em Portugal. Nesse sentido, a Câmara atua facilitando contatos e a interação entre os associados, de forma a contribuir para a expansão de mercados.


Como estão hoje as relações comerciais entre Brasil e Portugal? Quais tendências podem ser observadas na balança comercial entre os dois países?

Considero que as relações estejam em um nível excelente, com uma série de acordos comerciais favoráveis aos dois países. O presidente português é muito ligado ao Brasil, e as relações nunca estiveram tão estreitas como atualmente. No plano geral, a corrente de comércio entre os dois países cresceu 75% no ano passado em comparação com 2016. O movimento de imigração de brasileiros para Portugal também é um aspecto que deve contribuir para muita troca e para o aumento de investimentos.


Portugal passou por uma grave crise econômica há quatro anos e tem conseguido se reerguer. A taxa de desemprego de outubro do ano passado foi de 8,4%, a menor desde 2005, conforme dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Quais são as lições que Portugal pode transmitir ao Brasil nesse sentido?

Para sair da crise, o governo português lançou mão de medidas que elevaram a demanda interna para impulsionar o crescimento, e o país conseguiu reduzir o déficit fiscal ao mesmo tempo em que aumentou os salários e aposentadorias. Mas o assunto é complexo, e os países vivem realidades completamente diferentes. Aqui, acredito que o enxugamento da máquina administrativa governamental e políticas econômica e fiscal rigorosas sejam os caminhos. Entendo que o empresariado brasileiro se manteve investindo e trabalhando muito durante esse período de crise, mas temos problemas relacionados à política que muito afetam nossa economia. Portugal vive uma fase de superação, chegando à menor taxa de desemprego desde 2005, enquanto o Brasil ainda enfrenta graves problemas nesse aspecto.


Quais são as principais opções de investimento em Portugal? Como o empresário brasileiro deve se preparar para abrir um novo negócio no país que é considerado uma porta de entrada para o mercado europeu?

Portugal hoje demonstra muita força em setores como tecnologia e inovação, construção civil e energia, para citar alguns. A área imobiliária também vive um bom momento com a chegada de imigrantes da China, Brasil e França, principalmente. Antes de tudo, aqueles que desejam estabelecer negócios no país devem pesquisar a fundo o mercado em que se planeja investir. É preciso lembrar que as câmaras de comércio oferecem um suporte ao investidor e devem ser consideradas como importantes fontes nessa fase de pesquisa.


Os brasileiros são uma grande parcela dos turistas que escolhem Portugal como destino, mas também o procuram como uma possibilidade de mudança por conta da crise econômica e violência no Brasil. Como o senhor analisa essa questão?

É um caminho inverso ao que aconteceu há algumas décadas, quando muitas famílias portuguesas imigraram para o Brasil, mas claro que lamento esse momento de crise econômica e de escalada da violência, que vem impulsionando esse movimento.


Atualmente, em Portugal, residem legalmente mais de 80 mil brasileiros, que constituem a comunidade estrangeira mais expressiva no país. Isso tende a contribuir para estreitar as relações e para a geração de negócios. Hoje, por exemplo, a TAP Air Portugal vem privilegiando o Brasil na estratégia de crescimento da empresa aérea, aumentando a oferta de voos entre os países. Em 2017, voos ligando Lisboa e Porto a cidades brasileiras transportaram 1,6 milhão de passageiros, 14% a mais que no ano anterior.


Quais têm sido as áreas de maior interesse dos investidores portugueses no Brasil?

As empresas portuguesas têm investido fortemente nas áreas de energia elétrica, tecnologia, construção civil e petróleo e gás.


Segundo o Itamaraty, há 600 empresas portuguesas instaladas no Brasil e os empresários portugueses apresentam um grande interesse em investir em projetos de infraestrutura no País. Além disso, os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apontam que as exportações para Portugal somaram US$ 1,4 bilhão em 2017, sendo que em 2016 alcançaram US$ 654 milhões, enquanto as importações do país europeu também registraram crescimento, atingindo os US$ 826 milhões no ano passado ante os US$ 639 milhões de 2016. Esses números tendem a crescer nos próximos anos? Por quê?

Sim, tendem a crescer nessas áreas em que já verificamos uma maior movimentação e maior volume de investimentos. Apostamos nesse crescimento, e nossa gestão irá trabalhar para que essas trocas comerciais sejam realizadas cada vez em maior escala, de forma que isso resulte em benefícios para ambos os países. A Câmara Portuguesa é um agente facilitador do processo de implementação de novos negócios, e posso afirmar que nossa gestão está engajada em fortalecer as conexões entre Brasil e Portugal.


Veja também: DPC - Domingues e Pinho Contadores: referência nacional na área

Como a DPC pode ajudar sua empresa?

A Domingues e Pinho Contadores possui equipe especializada pronta para assessorar sua empresa.
Entre em contato através do e-mail dpc@dpc.com.br

Assine nossa newsletter:

Se interessou?

Entre em contato conosco para que possamos entender seu caso e oferecer a melhor solução para você e sua empresa.

Fale com um especialista
Português