A hora e a vez dos IPOs: como preparar a empresa para a abertura de capital

OPINIÃO DO ESPECIALISTA

A hora e a vez dos IPOs: como preparar a empresa para a abertura de capital


Negociar ações na bolsa de valores promove grande transformação do negócio. Aspectos de ordem contábil devem ser considerados nos preparativos.


Por Luciana Uchôa


O mercado de ações brasileiro iniciou 2021 bastante movimentado. De janeiro a março deste ano, 13 companhias já fizeram o chamado IPO (oferta pública inicial). O número deve superar os anos anteriores, já que cerca de 30 empresas aguardam autorização para realizar o processo de abertura de capital. Para se ter uma ideia, ao longo de todo o ano passado, 28 empresas entraram na bolsa brasileira, o que já representou o maior número desde 2007.

Abrir o capital leva o negócio a novos patamares de crescimento. E, cada vez mais, isso tem sido visto como algo viável, pois a empresa passa a contar com os recursos do mercado para dar suporte aos seus planos de desenvolvimento.

Mas essa decisão de caráter tão estratégico também traz grandes impactos sobre a gestão, exigindo mudanças estruturais e transparência para lidar com novas exigências e partes interessadas. Daí a necessidade de preparar a empresa para essa grande transformação.




Preparando a empresa para o IPO


Para partir para um IPO, a empresa precisa cumprir requisitos legais e regulatórios, buscando também formas de aprimoramento da governança corporativa e da gestão de riscos.

Certamente, uma organização fechada precisará ainda atualizar suas práticas e processos para adequar essas funções às exigências do novo posicionamento.

Nesse sentido, a empresa deve se estruturar para atender aos requerimentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e às expectativas de um mercado que exigirá acesso a informações de ordem financeira e operacional. Será comum lidar com a pressão para fechamento contábil e divulgações públicas.


A seguir, estão listados os principais requerimentos para a abertura de capital:

• Ser uma sociedade constituída sob a forma de S.A.

• Ter três anos de demonstrações financeiras auditadas por auditor independente registrado na CVM (ou auditado desde o início para caso de empresas com menos de 3 anos)

• Designar diretor de RI estatutário

• Possuir Conselho de Administração

• Identificar eventual segmento de listagem e fazer o pedido de listagem e de admissão à negociação na B3

• Realizar oferta pública de distribuição de valores mobiliários registrada ou dispensada de registro pela CVM

• Devem ser observados também os requerimentos específicos dos segmentos de listagem escolhido

Fonte: Guia do IPO na B3


A fase preparatória inclui uma série de etapas, reunindo agentes de diferentes especialidades na avaliação interna, jurídica e de mercado. Esse movimento demanda tempo, não sendo um processo que pode ser iniciado e concluído de forma tão imediata.

Algumas exigências estão relacionadas a aspectos financeiros e contábeis, tarefas que devem ficar a cargo de quem tem visão integrada e estratégica e expertise para acompanhar a empresa em sua jornada de IPO.


Avaliação de processos financeiros e contábeis

O trabalho deve ser iniciado por um diagnóstico que dê clareza sobre a estrutura atual e mostre quais ajustes são necessários para chegar onde se deseja. Não é possível padronizar uma solução, mas há aspectos comuns que devem ser considerados por todas as empresas.

Vale lembrar que players de segmentos regulados precisam, adicionalmente, de orientação específica para atender às regras do agente regulador.


Due diligence

Promover um diagnóstico global sobre a organização é uma escolha acertada para empresas que estão nesse processo, pois direciona as ações que devem ser tomadas.

A due diligence, um recurso muito usado também em casos de fusão ou incorporação, é uma investigação que trará muitas respostas sobre o estágio do negócio e possíveis riscos, dando real dimensão do que deve ser ajustado para a condução do processo de abertura de capital.

Em âmbito contábil e tributário, são realizadas revisões de balanços, demonstrações financeiras, contábeis e obrigações principais e acessórias.

Esse levantamento identifica pontos a serem aprimorados ou corrigidos para o rumo certo do negócio. O resultado desse trabalho é a compreensão do estágio do negócio, dos riscos associados, de seus desafios e oportunidades, informações essenciais para pautar decisões estratégicas que envolvem um IPO.


Conformidade financeira e contábil

A abertura de capital impõe mudanças à função financeira e contábil. A empresa precisa se organizar para definir suas políticas e práticas, que logo terão que atender aos requerimentos e prazos para divulgação de resultados. Além disso, é fundamental tratar eventuais problemas nessas esferas.

Necessariamente, devem ser auditadas as demonstrações financeiras referentes aos últimos três exercícios sociais que antecederem a data de pedido de registro de companhia aberta.

A empresa deve estar em linha com as normas internacionais de contabilidade (IFRS), mais uma exigência que demanda apoio especializado na área contábil. Com um viés consultivo, esse suporte auxiliará o negócio a identificar qual o melhor caminho para atender às exigências da B3 e da CVM para a oferta.


Parceria para a jornada de abertura de capital


O time multidisciplinar da DPC está pronto para assessorar negócios em suas jornadas para o IPO. Esse apoio inclui diagnósticos e preparação dos dados financeiros e contábeis que vão integrar os documentos da oferta, bem como o suporte aos questionamentos dos assessores jurídicos e auditores.

Antes, durante ou depois do IPO, nos momentos mais estratégicos ou na rotina operacional, a DPC possui um portfólio completo de soluções para que os negócios de seus clientes avancem e alcancem resultados de impacto.


Confira o case: DPC auxilia 3R Petroleum em M&A e IPO




Autora: Luciana Uchôa, sócia e diretora na Domingues e Pinho Contadores.



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