Gerenciamento do fluxo de caixa: alternativas para minimizar os efeitos da crise

08/07/2020

OPINIÃO DO ESPECIALISTA

Gerenciamento do fluxo de caixa: alternativas para minimizar os efeitos da crise


Gestão eficiente do fluxo de caixa se mostra ainda mais indispensável para os negócios diante deste panorama desafiador


Por Jefferson Gonçalves


Em um cenário como o atual, impactado pela crise desencadeada pela pandemia de coronavírus e, por consequência, repleto de desafios para as empresas, o gerenciamento do fluxo de caixa ganha ainda mais relevância como instrumento de planejamento e controle.

Nos últimos meses, os negócios já se viram obrigados a repensar como diminuir custos, como lidar com a inadimplência e com a queda de receita de forma emergencial. No entanto, o gerenciamento do fluxo de caixa exige método e uma visão de longo prazo.

O momento coloca à prova o planejamento e a capacidade de resposta à crise de empresas dos mais variados portes e segmentos, deixando uma dura lição de que organização, planejamento, atenção ao fluxo de caixa e gestão de risco são imprescindíveis para a sobrevivência.




Benefícios do gerenciamento do fluxo de caixa


O fluxo de caixa é um instrumento básico de planejamento e controle das finanças, aplicado para apurar e projetar o saldo disponível. Por meio do registro de recebimentos, pagamentos e previsões de entradas e saídas, forma-se uma visão da saúde do negócio.

Esses itens precisam ser monitorados para que se possa entender a origem e o destino dos recursos, apontando que despesas podem ser eliminadas ou se há saldo a ser destinado para investimentos. O controle permite a identificação de todas as obrigações e demonstra quais prazos devem ser priorizados para evitar eventuais multas e juros.


Veja também: Melhores práticas para o controle financeiro empresarial


O gerenciamento do fluxo de caixa auxilia a empresa na avaliação da disponibilidade de caixa, de capital de giro e retrata seu nível de liquidez. Essas informações mostram caminhos e possibilidades para o empreendedor, identificando despesas e itens de estoque que podem ser reduzidos, a necessidade de negociação de prazos com fornecedores, o planejamento de solicitação de empréstimos ou de investimentos, entre outras ações para evitar perdas financeiras.

Para embasar a tomada de decisão, é necessário olhar de forma realista para o capital de giro disponível e para o nível de liquidez da empresa, buscando a compreensão das demandas e necessidades, de modo que fique claro que ações têm mais urgência, importância e impacto.


Previsibilidade do fluxo de caixa em tempos de incertezas


Diante de um panorama tão incerto, agravado pela situação de emergência de saúde pública, torna-se ainda mais urgente aprimorar a gestão do fluxo de caixa, desenvolvendo processos e métodos que resolvam questões imediatas e que também permitam projetar uma visão para um prazo mais alongado.

Há o desafio de estabelecer indicadores relacionados à previsão de fluxo de caixa futuro, que sejam capazes de mostrar a capacidade de cumprimento das obrigações que virão pela frente.

Na prática, mais do que nunca, as empresas estão tendo que lidar com a certeza das saídas de caixa e com uma dificuldade acentuada de previsão de novas entradas.

Mas é preciso se debruçar sobre esse estudo, visto que a previsibilidade identifica pontos críticos e ampara o processo de tomada de decisão, tornando possível a gestão proativa de eventuais lacunas. Um processo bem estruturado nesse aspecto é decisivo para nortear as ações.


Análise de receitas e custos


O equilíbrio do fluxo de caixa passa pela avaliação global dos custos. É hora de dedicar ainda mais atenção aos mecanismos de controle. Ao que tudo indica, com as lições trazidas pela pandemia, isso deverá, de uma vez por todas, passar a fazer parte do “modus operandi” de todo negócio.

Deve-se considerar que os esforços para reduzir os custos nem sempre são capazes de trazer resultados imediatos. É comum que a empresa identifique alguma despesa que não possa ser cortada imediatamente. Toda redução precisa ser planejada e ter suas consequências bem avaliadas.


Veja alguns pontos que podem ser repensados:


    • Negociação de prazos com os fornecedores e locadores;

    • Negociação de juros e multas com instituições financeiras;

    • Revisão de contratos, considerando a possibilidade de devoluções e cancelamentos;

    • Substituição de fornecedores;

    • Aproveitamento de medidas do governo de caráter trabalhista e de medidas suspendendo ou postergando o prazo para pagamento de tributos;

    • Uso de recursos tecnológicos que automatizam funções e otimizam a produtividade;

    • Adoção de home office parcial ou integral (a depender do ramo de atividade).


Muitas empresas com sedes ainda fechadas em razão do cumprimento das medidas de isolamento social conseguiram reduzir alguns custos com a estrutura física de seus escritórios.

A manutenção de equipes em home office, possível para alguns negócios, tem sido estudada como uma alternativa para a redução de custos com aluguéis de espaços, aluguéis de equipamentos, gastos com energia elétrica, internet, água, limpeza e insumos.

Essa alternativa, antes sequer considerada por muitas empresas, tem se mostrado viável para alguns casos e setores, contribuindo desde já para o equilíbrio do fluxo de caixa.

Vale lembrar que, como uma via de mão dupla, assim como a sua empresa vai solicitar mais tempo para arcar com determinada despesa, seu cliente também pode solicitar parcelamentos, descontos e extensões de prazos. Essa diminuição da entrada de receita também precisa entrar no planejamento.

Da mesma forma, pode ser necessário ter que lidar com cancelamentos de contrato quando sua empresa é a fornecedora do produto ou serviço.

Outro ponto é levar em conta que eventuais descontos obtidos no período de pandemia podem retornar ao valor original quando a situação estiver normalizada.

Adicionalmente, é imperativo criar formas de avaliar periodicamente as variáveis e mudanças do cenário, impactos externos e os resultados das ações já implementadas.


Além do fluxo de caixa


Uma gestão eficiente do fluxo de caixa não fica restrita ao registro de entradas e saídas de recursos. É fundamental coordenar essas informações com análises micro e macro, aliando a este levantamento soluções como as listadas a seguir:


  • Administração de contas a pagar e a receber;
  • Conciliação de contas;
  • Gestão de aplicações financeiras;
  • Fechamento de operações de câmbio;
  • Gestão orçamentária;
  • Gestão de contas bancárias.

Para um bom planejamento financeiro, é preciso abastecer-se de reportes que apontem indicadores confiáveis. Somente com as finanças sob controle a empresa terá o ambiente interno propício para programar ações de curto, médio e longo prazo com mais segurança e assertividade.


Soluções completas para apoio aos negócios


O cenário de pandemia envolveu o empresário em uma série demandas novas, mas por questões estratégicas, o foco deve ficar concentrado no core business, no que realmente agrega valor ao negócio.

O gerenciamento de fluxo de caixa tem peso, mas esta tarefa alcança melhor desempenho se confiada a especialistas. A Domingues e Pinho Contadores possui equipe pronta para assessorar as empresas nesse trabalho que requer conhecimento técnico, acompanhamento de tendências do mercado financeiro e do panorama legislativo.

A DPC possui expertise para conduzir essa avaliação indo além da gestão financeira, promovendo um levantamento global para melhor acompanhamento e visão do negócio, propondo soluções complementares nas esferas contábeis, tributárias e trabalhistas a partir da atuação integrada de seu time atualizado e multidisciplinar.


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