O futuro é feminino

Destaque em suas áreas, mulheres falam sobre suas trajetórias e tendências para os próximos anos.

02/06/2020

DPC NA MÍDIA





O FUTURO É FEMININO


DESTAQUE EM SUAS ÁREAS, MULHERES FALAM SOBRE SUAS TRAJETÓRIAS E TENDÊNCIAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS


Por muito tempo, o universo contábil era majoritariamente composto por homens. Dos cargos operacionais a, principalmente, os cargos de liderança. Tamanha disparidade deu lugar a um mercado que vislumbra o equilíbrio e que tem ótimos exemplos de mulheres chefiando empresas contábeis, compondo diretorias de entidades de classe e abrindo espaço para novas profissionais em sala de aula.

Dados do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) apontam que as mulheres compõem mais de 40% da classe contábil e que a tendência é que sejam maioria em até cinco anos. Na percepção de Lorena Pinho, professora na Faculdade de Ciências Contábeis da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Vice-Presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional no CRCBA, em sala de aula essa já é uma realidade. “Hoje, minha principal função é como professora e tenho observado que na sala de aula as mulheres já são a maioria. A gente vem de uma Contabilidade muito técnica. Sou uma entusiasta da Contabilidade com significado, que enxerga as questões além dos números. As mulheres têm esse olhar humano, acolhedor. Essa sensibilidade tem muito a acrescentar ao mercado contábil”, opina Lorena.

Quanto à sua trajetória na Contabilidade, Lorena conta que foi liderada por uma mulher no início da carreira, o que, para ela, fez toda a diferença. “A gente percebe alguns entraves por ser mulher. Eu escolho não dar ênfase a isso. Dedico meu foco e atenção ao meu trabalho e ao que posso agregar. Construo relações naquele ambiente e conquisto a confiança. No início da minha trajetória, tive como líder uma mulher, negra e muito humana. Ser liderada por outra mulher me impulsionou, mostrou que eu era capaz”, destaca Lorena.

Com uma carreira de anos na Domingues e Pinho Contadores, uma das maiores empresas contábeis do país, Adriana Costa ocupa hoje cargo de diretora da organização, além de diretora colaborativa no Sescon Rio. A contadora também enumera os fatores que contribuem com a valorização da mulher no mercado de trabalho como um todo. “As conquistas das mulheres no mercado tem ocorrido em vários segmentos. E, em minha percepção, deve-se a fatores como melhor qualificação, equilíbrio emocional mais acentuado, sensibilidade, organização para o trabalho em equipe e gestão das empresas”, afirma Adriana.

No entanto, ela lamenta que, apesar de estarem conquistando espaço, as mulheres ainda enfrentam barreiras na profissão por conta do gênero. “Ainda há empresas machistas (ainda que disfarçadamente, pois política organizacional nenhuma deixará isso claro) e que sequer cogitam posições femininas para cargos de liderança”, relata.

A percepção de que mulheres são preteridas em escolhas para cargos de comando é confirmada por dados do relatório Women in Business 2020, realizado pela organização Grant Thornton, em 32 países. O estudo demonstra que as mulheres no Brasil ocupam, hoje, 34% dos cargos de liderança sênior (diretoria executiva) nas empresas. Apesar de demonstrar uma crescente na participação feminina em cargos mais altos, já que o número saltou 9% em comparação ao relatório de 2019, ainda é uma porcentagem tímida.

Para Élica Martins, que representa a Grant Thornton no Brasil, o país ainda precisa melhorar suas políticas de incentivo à igualdade de gênero. “Há a necessidade de mais medidas práticas, como oferecer treinamentos, criar uma cultura inclusiva e permitir trabalho com horários flexíveis” defende.


A MATERNIDADE E O HOME OFFICE DURANTE A QUARENTENA


Antes do contexto da pandemia, a flexibilização da jornada de trabalho, seja na carga horária ou na possibilidade de realizar o trabalho remotamente, era uma tendência que passou a ser discutida com mais afinco após a Reforma Trabalhista de 2017. No entanto, os escritórios contábeis que de fato recorreram ao trabalho remoto ainda eram poucos, e foram esses que se adequaram com mais rapidez às determinações de isolamento social, que surpreenderam todo o mercado em meados de março.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada no último ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a jornada média de trabalho das mulheres, incluídos o trabalho, os afazeres domésticos e o cuidado de pessoas como filhos, ocupa 53,3 horas semanais, 3,1 horas a mais que a jornada média de homens.

Questionada sobre a possibilidade de melhora das condições de trabalho para mulheres com a possibilidade de trabalho remoto, Adriana Costa pondera sobre a realidade durante a pandemia. “Pelo contato mantido com a equipe e experiência pessoal, sinto que o público feminino tem sofrido mais interferência e maior grau de dificuldade para a gestão de seus trabalhos em home office, em decorrência da rotina da casa e dos filhos. E, naturalmente, não percebo essa dificuldade entre o público masculino”, relata.

Adriana pontua que o momento foge aos padrões, com escolas fechadas, e por isso não deve ser considerado para descartar a possibilidade de trabalho remoto em outras condições. “No momento, estamos fazendo um home office forçado, inesperado e ‘sem ajuda’, uma vez que todos estão mantidos dentro de casa e sem auxílio para as atividades domésticas. Então, este cenário de home office é totalmente diferente do que ocorria antes do período da pandemia”, afirma a executiva.

Para Lorena Pinho, a tendência - em condições pós quarentena, pode ser satisfatória para equiparar o mercado em favor das mulheres. “A mulher normalmente tem uma dupla jornada. Jornadas flexíveis facilitariam um equilíbrio para que mais mulheres continuassem trabalhando após a maternidade, sem terem que optar por uma coisa ou outra. Pouco tempo atrás, quando começou a surgir a contabilidade digital, alguns achavam que seríamos substituídos pela tecnologia. Hoje vemos que ela é nossa maior aliada. Então, cabe às pessoas saberem se colocar como profissionais e usá-la a seu favor”, finaliza.


ATUAÇÃO DA COMISSÃO DA MULHER CONTABILISTA DO CRCRJ


Trabalhar em prol do o equilíbrio entre sua vida profissional e pessoal das mulheres é um dos propósitos da Comissão da Mulher Contabilista, coordenada por Ilan Renz, Vice-Presidente de Desenvolvimento Profissional do CRCRJ. A Comissão atua em diversas frentes, atenta às mudanças e às quebras de paradigmas.

Ela concorda que a tecnologia deve ser encarada como aliada das mulheres no propósito de equiparação do mercado. “Não é menosprezável a quantidade de treinamento e cursos tele presenciais, cursos a distância, que permitem à mulher conciliar o cuidado dos filhos, dos afazeres domésticos, com estudos, o que de certa forma levou ao desenvolvimento da capacidade multidisciplinar, de organização, de inteligência emocional. E que contribuiu para o dinamismo e a excelência das mulheres. Tudo isso contribui para torná-las mais fortes, competitivas, motivadas” afirma.

Ilan defende ainda que a tecnologia proporcionou espaço para que mulheres especialistas se coloquem como formadoras de opinião, se valendo da projeção nas redes sociais. E chama atenção para a importância de, além do respeito à capacidade das mulheres como profissionais, sejam respeitadas também suas escolhas em todas as áreas. “Com as novas tecnologias é possível ser uma profissional bem sucedida e ter uma vida pessoal e familiar plena. Cada vez mais as mulheres entendem que cabe somente à elas a escolha de ter uma carreira bem sucedida, viver exclusivamente para família ou conciliar ambos, sem que haja qualquer demérito na escolha realizada” finaliza a Vice-Presidente.

Por muito tempo, o universo contábil era majoritariamente composto por homens. Dos cargos operacionais a, principalmente, os cargos de liderança. Tamanha disparidade deu lugar a um mercado que vislumbra o equilíbrio e que tem ótimos exemplos de mulheres chefiando empresas contábeis, compondo diretorias de entidades de classe e abrindo espaço para novas profissionais em sala de aula.

Dados do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) apontam que as mulheres compõem mais de 40% da classe contábil e que a tendência é que sejam maioria em até cinco anos. Na percepção de Lorena Pinho, professora na Faculdade de Ciências Contábeis da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Vice-Presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional no CRCBA, em sala de aula essa já é uma realidade. “Hoje, minha principal função é como professora e tenho observado que na sala de aula as mulheres já são a maioria. A gente vem de uma Contabilidade muito técnica. Sou uma entusiasta da Contabilidade com significado, que enxerga as questões além dos números. As mulheres têm esse olhar humano, acolhedor. Essa sensibilidade tem muito a acrescentar ao mercado contábil”, opina Lorena.

Quanto à sua trajetória na Contabilidade, Lorena conta que foi liderada por uma mulher no início da carreira, o que, para ela, fez toda a diferença. “A gente percebe alguns entraves por ser mulher. Eu escolho não dar ênfase a isso. Dedico meu foco e atenção ao meu trabalho e ao que posso agregar. Construo relações naquele ambiente e conquisto a confiança. No início da minha trajetória, tive como líder uma mulher, negra e muito humana. Ser liderada por outra mulher me impulsionou, mostrou que eu era capaz”, destaca Lorena.

Com uma carreira de anos na Domingues e Pinho Contadores, uma das maiores empresas contábeis do país, Adriana Costa ocupa hoje cargo de diretora da organização, além de diretora colaborativa no Sescon Rio. A contadora também enumera os fatores que contribuem com a valorização da mulher no mercado de trabalho como um todo. “As conquistas das mulheres no mercado tem ocorrido em vários segmentos. E, em minha percepção, deve-se a fatores como melhor qualificação, equilíbrio emocional mais acentuado, sensibilidade, organização para o trabalho em equipe e gestão das empresas”, afirma Adriana.

No entanto, ela lamenta que, apesar de estarem conquistando espaço, as mulheres ainda enfrentam barreiras na profissão por conta do gênero. “Ainda há empresas machistas (ainda que disfarçadamente, pois política organizacional nenhuma deixará isso claro) e que sequer cogitam posições femininas para cargos de liderança”, relata.

A percepção de que mulheres são preteridas em escolhas para cargos de comando é confirmada por dados do relatório Women in Business 2020, realizado pela organização Grant Thornton, em 32 países. O estudo demonstra que as mulheres no Brasil ocupam, hoje, 34% dos cargos de liderança sênior (diretoria executiva) nas empresas. Apesar de demonstrar uma crescente na participação feminina em cargos mais altos, já que o número saltou 9% em comparação ao relatório de 2019, ainda é uma porcentagem tímida.

Para Élica Martins, que representa a Grant Thornton no Brasil, o país ainda precisa melhorar suas políticas de incentivo à igualdade de gênero. “Há a necessidade de mais medidas práticas, como oferecer treinamentos, criar uma cultura inclusiva e permitir trabalho com horários flexíveis” defende.


A MATERNIDADE E O HOME OFFICE DURANTE A QUARENTENA


Antes do contexto da pandemia, a flexibilização da jornada de trabalho, seja na carga horária ou na possibilidade de realizar o trabalho remotamente, era uma tendência que passou a ser discutida com mais afinco após a Reforma Trabalhista de 2017. No entanto, os escritórios contábeis que de fato recorreram ao trabalho remoto ainda eram poucos, e foram esses que se adequaram com mais rapidez às determinações de isolamento social, que surpreenderam todo o mercado em meados de março.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada no último ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a jornada média de trabalho das mulheres, incluídos o trabalho, os afazeres domésticos e o cuidado de pessoas como filhos, ocupa 53,3 horas semanais, 3,1 horas a mais que a jornada média de homens.

Questionada sobre a possibilidade de melhora das condições de trabalho para mulheres com a possibilidade de trabalho remoto, Adriana Costa pondera sobre a realidade durante a pandemia. “Pelo contato mantido com a equipe e experiência pessoal, sinto que o público feminino tem sofrido mais interferência e maior grau de dificuldade para a gestão de seus trabalhos em home office, em decorrência da rotina da casa e dos filhos. E, naturalmente, não percebo essa dificuldade entre o público masculino”, relata.

Adriana pontua que o momento foge aos padrões, com escolas fechadas, e por isso não deve ser considerado para descartar a possibilidade de trabalho remoto em outras condições. “No momento, estamos fazendo um home office forçado, inesperado e ‘sem ajuda’, uma vez que todos estão mantidos dentro de casa e sem auxílio para as atividades domésticas. Então, este cenário de home office é totalmente diferente do que ocorria antes do período da pandemia”, afirma a executiva.

Para Lorena Pinho, a tendência - em condições pós quarentena, pode ser satisfatória para equiparar o mercado em favor das mulheres. “A mulher normalmente tem uma dupla jornada. Jornadas flexíveis facilitariam um equilíbrio para que mais mulheres continuassem trabalhando após a maternidade, sem terem que optar por uma coisa ou outra. Pouco tempo atrás, quando começou a surgir a contabilidade digital, alguns achavam que seríamos substituídos pela tecnologia. Hoje vemos que ela é nossa maior aliada. Então, cabe às pessoas saberem se colocar como profissionais e usá-la a seu favor”, finaliza.


ATUAÇÃO DA COMISSÃO DA MULHER CONTABILISTA DO CRCRJ


Trabalhar em prol do o equilíbrio entre sua vida profissional e pessoal das mulheres é um dos propósitos da Comissão da Mulher Contabilista, coordenada por Ilan Renz, Vice-Presidente de Desenvolvimento Profissional do CRCRJ. A Comissão atua em diversas frentes, atenta às mudanças e às quebras de paradigmas.

Ela concorda que a tecnologia deve ser encarada como aliada das mulheres no propósito de equiparação do mercado. “Não é menosprezável a quantidade de treinamento e cursos tele presenciais, cursos a distância, que permitem à mulher conciliar o cuidado dos filhos, dos afazeres domésticos, com estudos, o que de certa forma levou ao desenvolvimento da capacidade multidisciplinar, de organização, de inteligência emocional. E que contribuiu para o dinamismo e a excelência das mulheres. Tudo isso contribui para torná-las mais fortes, competitivas, motivadas” afirma.

Ilan defende ainda que a tecnologia proporcionou espaço para que mulheres especialistas se coloquem como formadoras de opinião, se valendo da projeção nas redes sociais. E chama atenção para a importância de, além do respeito à capacidade das mulheres como profissionais, sejam respeitadas também suas escolhas em todas as áreas. “Com as novas tecnologias é possível ser uma profissional bem sucedida e ter uma vida pessoal e familiar plena. Cada vez mais as mulheres entendem que cabe somente à elas a escolha de ter uma carreira bem sucedida, viver exclusivamente para família ou conciliar ambos, sem que haja qualquer demérito na escolha realizada” finaliza a Vice-Presidente.

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